Sparagmós
  

Uma coisa e outra coisa

Porque o capitalismo é isso, o capitalismo é aquilo, blá blá bli blá blá blá.

Vamos combinar?

Não existe capitalismo, existe modernidade.

Na modernidade, existe o individualismo.

O individualismo não é intrinsicamente ruim ou bom.

Melhor: é ruim e é bom, porque é muito perigoso e muito venturoso.

O individualismo se expressa na arte, no sexo, no trabalho, no trânsito, na amizade, no esporte etc.

O individualismo também se expressa na economia.

Em todas as áreas, é preciso conter os perigos do individualismo e fruir as suas possibilidades de ventura.

Os políticos de um país precisam entender isto: o caminho em direção à modernidade é irreversível.

A nós cabe percorrê-lo da melhor forma.

Mas a esquerda tem muita força no nosso país.

E a esquerda majoritariamente não tem compromisso com a modernização do país.

Porque a esquerda majoritariamente não é moderna.

A esquerda, em sua maioria, atrapalha a modernização brasileira.

Os liberais têm muita força em nosso país.

E os liberais, majoritariamente, não têm compromisso com a modernização do país.

Porque os liberais majoritariamente não são nacionalistas.

Os liberais atrapalham o processo de afirmação nacional.

Nacionalismo e modernidade se reforçam mutuamente.

Mas quem tem compromisso com a modernização do país?

Um punhado de lideranças políticas e de intelectuais dispersos, com, por enquanto, pouca visibilidade e influência.

Um partido político que traga a esperança e a respeitabilidade de volta para a política brasileira deve ter simultaneamente a marca da nação e da modernidade.

Por enquanto, isso está bem difícil de acontecer.



Escrito por Manoel Rodrigues às 16h00
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Taí a coluna do Cristiano Romero, à qual eu tinha me referido:

O pré-sal, segundo Tolmasquim

 

Ao optar pelo regime de partilha para a exploração de petróleo na camada pré-sal, o Brasil fará companhia a países que possuem grandes reservas de óleo e que, em sua maioria, gozam de péssima reputação no quesito democracia. Estes são os casos, para citar apenas alguns, de Arábia Saudita, Irã, Líbia e mesmo da vizinha Venezuela e da distante Rússia. O fato, no entanto, de ser hoje uma democracia vibrante, que possui instituições e respeita contratos, dará ao Brasil na era do pré-sal, na visão do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, um valor estratégico.

"Esse regime vai colocar o Brasil num processo interessante de inserção internacional. Hoje, os países que detêm as maiores reservas de petróleo são complicados. Qual o valor para o mundo de se ter uma economia democrática, um país ocidental com petróleo de boa qualidade e estabilidade do jogo?", indaga, em conversa com esta coluna, o dirigente da EPE, um dos principais formuladores das propostas do pré-sal encaminhadas ao Congresso na segunda-feira. "O Brasil pode, a partir do pré-sal, ter um valor estratégico para o mundo."

Nos países "complicados" onde predomina o regime de partilha, há empresas internacionais explorando petróleo. A diferença, observa Tolmasquim, é que, no Brasil, se respeitam contratos e há um ambiente de trabalho completamente diferente. Naquelas nações, as petrolíferas constroem verdadeiras vilas, cercadas por arames e guardas. "Os contratos normalmente são violados. No Brasil, eles estão sendo mantidos."

A descoberta do pré-sal é, segundo Tolmasquim, um divisor de águas na história energética do país. Trata-se de um recurso volumoso de petróleo, concentrado numa área que dilui muito o risco de insucesso na exploração. No pré-sal, a Petrobras já perfurou 31 poços, com taxa de sucesso de 87%. No núcleo dessa área - a Bacia de Santos -, perfurou 13, com 100% de sucesso. "A indústria de petróleo trabalha com um nível de sucesso de 20%", compara o presidente da EPE.

Os países que adotam o regime de partilha o fazem com o objetivo de apropriar uma renda maior e ter uma gestão sobre a produção. A apropriação da renda é muito importante, mas a questão da gestão, argumenta Tolmasquim, é especialmente importante para o Brasil. Há o risco de doença holandesa - a valorização cambial decorrente da entrada de divisas provenientes da exportação de commodities, como o petróleo, pode provocar desindustrialização. Há ainda o risco de a economia se tornar fortemente dependente de receitas do petróleo, como ocorreu no México e na Venezuela. Nesses países, essa dependência reduziu a arrecadação em outras áreas da atividade econômica, gerando problemas fiscais.

"O Brasil deu uma sorte danada por ter encontrado petróleo agora. O país tem hoje uma estrutura industrial complexa, um parque avançado", sustenta o presidente da EPE, sem mencionar que a escassez de petróleo nos anos 70 esteve na origem das graves crises enfrentadas pelo país. Evidentemente, o raciocínio de Tolmasquim é o de que, tendo descoberto petróleo em grande quantidade somente agora, o país pode gerir essa riqueza com cuidado para não perder o que já possui, isto é, uma economia crescentemente dinâmica e competitiva em vários setores. "Os países que encontraram petróleo mais cedo não conseguiram nem construir seu aparato industrial."

Controlar os fluxos de produção de petróleo do pré-sal, insiste Tolmasquim, é fundamental. Ao fazer isso, o país pode canalizar esses benefícios tanto para iniciativas de combate à pobreza e investimentos em áreas cruciais como educação e saúde, quanto para desenvolver a cadeia produtiva do petróleo e seus derivados. "A questão é não só evitar a desindustrialização, mas usar o petróleo como um processo de alavancagem da indústria. Não é só uma questão preventiva, mas pró-ativa também", afiança o presidente da EPE, uma estatal vinculada ao Ministério das Minas e Energia.

Tolmasquim defende o papel destinado pelo governo à Petrobras, que sai como grande vitoriosa das propostas do governo para o pré-sal - a estatal mostrou sua força, afinal, no início dos debates, o que se via era a ameaça de perda de espaço e prestígio; até o presidente Lula chegou a declarar que o pré-sal não pertencia à Petrobras. "Qualquer país pretende ter uma empresa que represente suas cores no mundo. Toda nação tem as suas 'national champs' (empresas líderes, campeãs nacionais", diz o dirigente da EPE.

Ao operar e investir no pré-sal, a Petrobras vai elevar maciçamente as aplicações em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil, aumentando a demanda por conhecimento das universidades e, portanto, estimulando o desenvolvimento tecnológico. "O pré-sal vai estar para os brasileiros como a Nasa está para os EUA. Há benefícios indiretos, incomensuráveis, para o desenvolvimento tecnológico do país. Isso só acontece se a empresa for sediada na economia local", raciocina Tolmasquim.

O presidente da EPE descarta a ideia de que, com o novo modelo regulatório, companhias petrolíferas internacionais perderão interesse em investir no Brasil. Ele diz que o que dá valor a uma empresa de petróleo é a quantidade de reservas que ela possui. Hoje, no mundo, o acesso de empresas privadas a reservas é limitado. De fato, 77% das reservas estão em mãos de companhias estatais e apenas 7% sob o controle de empresas privadas. "Vamos proporcionar, com o novo modelo, acesso a grandes reservas de petróleo. O modelo de partilha não impedirá que elas venham. De maneira nenhuma", afirma ele, taxativo.

O fato de o governo ter definido que a Petrobras será a única operadora do pré-sal não preocupa Tolmasquim. Ele lembra que, hoje, a estatal está presente em todos os blocos do pré-sal já licitados. Em apenas um campo - liderado pela Esso -, ela não é a operadora. "Hoje, nos leilões de concessão, as empresas estrangeiras correm atrás da Petrobras para se associar com elas. É regra geral", observa o presidente da EPE.



Escrito por Manoel Rodrigues às 00h06
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A Lula o que é de Lula

Pessoas, a cobertura que boa parte da grande mídia está dando ao pré-sal é lamentável, ao que parece fruto de um viés ideológico burríssimo, combinado com overdose de ignorância.

A tal burrice ideológica – para mim, aliás, uma redundância – certamente está sendo inflada pelo lobby de grandes exploradoras, que ganharão fortunas com o novo marco regulatório, mas ganhariam fortunas ainda maiores com a manutenção do marco regulatório atual.

Ela pode ser resumida assim: – Tudo que é estatal é ineficiente e corrupto, ou pelo menos tem tudo pra ser.

Ela é o oposto complementar de outra burrice ideológica (olha a redundância aí de novo): – Tudo o que é privado é ganancioso e cruel.

Lula e sua equipe acertaram em cheio com a nova proposta, porque ela permite concentrar a maior parte da riqueza que possivelmente virá com a extração do óleo e do gás natural nas mãos do Estado, que poderá fazer investimentos vultosos em desenvolvimento industrial, pesquisa voltada a tecnologias limpas e energias renováveis, educação e saúde.

Mas não pode haver apropriação da Petro-Sal pelo PMDB e outras forças fisiológicas e politiqueiras?

Mas um ladrão não pode roubar seu dinheiro?

E, porque um ladrão pode roubar seu dinheiro, você vai parar de batalhar para ganhar mais?

Ou vai se esforçar para impedir que alguém tome o que você conquistou com tanto esforço e, por direito, pertence a você?

Ou será que você é daquelas pessoas que preferem abrir mão do que é seu só para evitar que alguém tente roubar?

É tudo tão óbvio: accountability, transparência, punição para malversadores etc.

Para mais esclarecimentos, sugiro uma lida na coluna do Cristiano Romero, no Valor desta quarta, que já finda.



Escrito por Manoel Rodrigues às 00h01
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Leia também diariamente:

1) Sparagmós – Diário Filosófico de Manoel Rodrigues: http://sparagmos.wordpress.com.

2) Sparagmós – Diário Literário de Manoel Rodrigues: http://sparag.blogspot.com.

3) Sparagbol – Diário de Futebol de Manoel Rodrigues: http://sparagbol.blogspot.com.



Escrito por Manoel Rodrigues às 02h04
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Medindo a mídia

A esquerda costuma caracterizar a grande mídia como antidemocrática.

Para a esquerda, os veículos de massa sob o capitalismo seriam, na melhor das hipóteses, pouco mais que dóceis instrumentos da burguesia.

A esquerda está certa?

Sei não, hein...

Tomemos o Valor Econômico.

Ali, há articulistas políticos como Maria Inês Nassif, Fábio Wanderley Reis e Raymundo Costa, que estão muito, mas muito longe de serem da burguesia ou da direita.

Leio pouco seus colunistas de economia, mas o rol de convidados é inequivocamente plural. Comporta keynesianos e pós-keynesianos, novo-desenvolvimentistas, liberais, ultraliberais, ecléticos, marxistas etc.

Tomemos a Folha.

A Folha tem mesmo um ar mais anti-Lula.

Mas está sempre errada no seu anti-Lulismo?

Quem foi mais democrático no caso do apoio de Lula a Sarney, Lula ou a Folha?

Tudo bem, a Folha é mais PSDB.

Mas, calma lá, Lula tem a virtude de ser nacionalista, mas não é mais esquerda, não é mesmo?

E há ali também, na Folha, embora em diminuta proporção, críticas a Serra, à oposição em geral e ao PSDB.

E quanto aos articulistas?

Clóvis Rossi e Janio de Freitas só se tornaram anti-Lula recentemente, depois que o presidente enfiou o pé na jaca do pragmatismo.

Aliás, antes dessa fase de realpolitik total, Lula aparecia bem na foto da Folha, com muita frequência.

Tudo bem, Eliane Catanhêde se alinha com os tucanos, brilhantemente, diga-se de passagem.

Mas e Cony, que até defendeu seu amigo de fardão José Sarney?

E as colunas de Bresser-Pereira, César Benjamin, Benjamin Steinbruch e Marina Silva?

São de direita, são antinacionalistas?

E o espaço aberto a articulistas das mais diversas correntes políticas?

A rádio CBN é também um espaço de certa pluralidade, embora dê espaço demais a uma figura como Sardenberg, que ainda está perdido no Consenso de Washington, e a Lúcia Hipólito, que, apesar de muito competente, é maniacamente antigovernista.

Fundamentalista, sim, é a revista Veja.

O Correio, afora a subserviência ao governo local de plantão, o viés moralista e a superficialidade de muitas matérias, comporta algum pluralismo.

Jornais como O Globo e Estadão, quase não leio.

TV, mesmo a Globo News, quase não vejo mais.

Resumindo: a grande mídia precisa melhorar, precisa se tornar mais consistente, embora nesse quesito venha avançando continuamente, e sobretudo mais plural.

Mas, convenhamos, ela é muito mais plural, democrática, aberta, "accountable", que a mídia de esquerda.

Porque veículos como Caros Amigos, Le Monde Diplomatique e Carta Capital são tão fechados e raivosamente fundamentalistas e dogmáticos quanto a Veja.



Escrito por Manoel Rodrigues às 01h47
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O povo fora do ovo

O governo acertou com a proposta de marco regulatório do pré-sal.

Como disse Beluzzo, na Folha de hoje, os contratos de concessão são bons para achar petróleo; os contratos de partilha de produção, constantes da nova proposta, são mais adequados para, num contexto em que se tem razoável segurança de que o petróleo está lá, para concentrar a riqueza em mãos do Estado, que passa a ter a missão de geri-los da melhor forma.

Obviamente, o fundamental é transformar os recursos que a comercialização do produto deverá gerar em fonte de investimento e não de consumo.

Investimento em quê?

Sobretudo em matriz tecnológica que sustente uma economia pós-carbono.

Mas não é incorreto destinar os recursos para a área social, desde obviamente que se fortaleça uma cultura do desempenho e do mérito.

Povo não é gado a quem se destina ração; povo é gente, e gente se caracteriza por inventar e construir seu destino.

Um grande risco é que esses recursos venham a ser apropriados por políticos populistas que os utilizem para subornar e escravizar a parcela mais pobre e ignorante do povo.

Como evitar isso?

Cobrando contrapartida: toda pessoa que ganhar um centavo que for do Estado, deve ser obrigada a apresentar algum retorno, desde que essa pessoa não seja mental ou fisicamente incapaz.

Uma política de bem estar social não é incompatível com a máxima liberal segundo a qual não existe almoço grátis. Ou seja, a cidadania e o sentido de contrato devem se encontrar de alguma forma, basta que se estabeleçam as formas de exigir de cada cidadão que ofereça algum retorno pelo investimento social que recebe.

Uma boa contribuição a esse processo, caso a exploração do pré-sal seja mesmo economicamente bem sucedida, será a indispensável substituição da atual visão infantil acerca do povo, que o define como credor e destinatário de favores do Estado, para uma visão madura que o veja como o autor de seu destino, um conjunto de pessoas que, inclusive, não pode se dar ao luxo de dispensar uma oportunidade como essa.



Escrito por Manoel Rodrigues às 11h05
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Sparagmós: santo casamenteiro?

Eu disse neste Sparagmós que também Marina Silva está mais que longe de ter elaborado, ou pelo menos de exibir, um programa abrangente e de longo prazo para o país.

Mas, atenção: Marina está encurtando essa distância.

A ex-ministra já havia publicado um excelente artigo semana passada na Folha (onde escreve semanalmente), sobre a necessidade de unir business e sustentabilidade ambiental; hoje, faz também boa reflexão sobre a criminalidade violenta e as formas de abordá-la.

Só faltou dizer que os insuficientes níveis da riqueza econômica do país, medida em relação a nossa população, é um entrave ao sucesso das políticas antiviolência.

Quem fala sobre crescimento econômico, também na Folha de hoje, é Bresser-Pereira.

Aliás, B-P, em quase tudo o que publica, prioriza o debate sobre a necessidade de superar o baixo crescimento econômico do país.

Sugeri, aqui, a dobradinha Marina-Cristovam para 2010.

Sugeri, no caso de Cristovam não aceitar, o economista e especialista em desenvolvimento sustentável José Eli da Veiga.

E acabei de citar uma figura política que muitos associam ao fracasso de um plano econômico anti-inflação e ao "neoliberalismo".

B-P de fato não foi bem sucedido no plano econômico que leva o seu nome.

Mas, faça-me o favor, chamar o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, que certamente precisaria de aperfeiçoamentos, de neoliberal é exibir muito desconhecimento ou inconsistência analítica.

B-P reúne três virtudes importantes: a) é um nacionalista sem fanatismos; b) é um desenvolvimentista; c) é a favor da modernização, com base no mérito e na eficiência, da administração pública; d) nada do que defende, em termos econômicos, é incompatível com a sustentabilidade ambiental.

Num momento de negociações para composição de chapa, não me parece fora de propósito levantar um nome tão respeitável para compor chapa com Marina.

E, se entendo um pouquinho de política, arrisco aqui, por conta própria, que uma outra figura altamente digna, raridade em nossa política, talvez tivesse muita vontade de marinar, não fossem as barreiras partidárias.

Estou falando de Luiza Erundina... Delirei?

E por que não Gil?

Porque muitos o veriam como opção "folclórica", pouco séria, portanto.

Vamos aguardar.



Escrito por Manoel Rodrigues às 08h45
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Simplesmente complexo

Um dos fatores do desenvolvimento socioeconômico é uma cultura do esforço e da qualidade fortemente enraizada e espraiada.

Quando são relativamente poucas as pessoas que se guiam por esses valores, sua atuação repercute relativamente pouco, e uma proporção considerável dos integrantes desse pequeno segmento cedo ou tarde desiste.

Como fazer para virar o jogo, num ambiente como o brasileiro, em que o trabalho não é tão valorizado e o estudo menos ainda?

A resposta é: a) uma mudança na abordagem institucional do trabalho e do estudo; b) o aumento da competitividade comercial do país.

No ambiente de trabalho, tanto no setor público quanto no setor privado, os trabalhadores deve ser estimulados a trabalhar mais e melhor e a investir em sua formação.

Por sua vez, o investimento na educação pública deve canalizar um volume de investimentos muito maior que o atual. Além disso, professores e alunos devem ser avaliados e premiados com base estritamente no mérito.

Professor que trabalha mais e melhor, ganha mais.

Aluno que se esforça mais e rende mais, tira melhores notas, ganha bolsas etc.

Há, porém, uma questão que, até certo ponto, tem precedência:

– Como gerar os recursos necessários para os altos investimentos requeridos pela educação?

A resposta aqui também é dupla:

a) melhor gestão dos recursos, sobretudo os públicos, o que pressupõe combate à corrupção, revisão de prioridades e adoção também no âmbito da administração pública a instituição de sistemas de avaliação  e premiação baseados estritamente no mérito; e

b) melhora da performance comercial do país, por meio do aumento da competividade via produtividade e inovação, além de mecanismos de proteção oferecidos pelo Estado às empresas exportadoras nacionais, mediante a apresentação e o cumprimento de metas de qualidade – para que não se incorra no paternalismo que marcou o nosso desenvolvimentismo entre 1930 e 1980.

Simples assim?

Nada aí é simples, sobretudo porque, politicamente, estamos ainda muito distantes de mirar esses objetivos.



Escrito por Manoel Rodrigues às 12h29
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BRASIL, Centro-Oeste, NUCLEO BANDEIRANTE, SETOR DE MANSOES PARK WAY, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Livros, Esportes

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